E você se permite mais uma vez. Deixa que te usem. Não faz mal. Amanhã nem vai se lembrar e, pode acabar sendo legal.
E você lhes permite mais uma vez. Que te toquem sem cuidado. Te apertem contra algo. Que lhe descubram o corpo. Que lhe mordam o pescoço.
E eles olham. Sem pudor. E desconhecem o que é dor. Acariciam o exterior ignorantes ao fato, de que por dentro, você esta em cacos.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
"Não há mais nada a ser feito aqui" - ele pensou. Tudo era igual. As mesmas paredes brancas. As mesmas cortinas creme. O conforto de chamar algum lugar de lar despertava o desconforto da mesmice.
Passou os dedos pelas paredes desbotadas. Eram como fotos amareladas, traziam lembranças. Amargas e doces. Da vida em si. Dos jogos que jogou, e que se tornara mestre. Dos sentimentos que ali domou, e das marcas que tais lutas lhe deixaram.
Fora ali que se fizera, seja la o que fosse hoje. Grande demais para o quarto, pequeno demais para o mundo. Mas quando não se cabe, não se cabe.
Afinal não são assim que as jornadas começam? Com a sensação de que algo não esta onde deveria.
Passou os dedos pelas paredes desbotadas. Eram como fotos amareladas, traziam lembranças. Amargas e doces. Da vida em si. Dos jogos que jogou, e que se tornara mestre. Dos sentimentos que ali domou, e das marcas que tais lutas lhe deixaram.
Fora ali que se fizera, seja la o que fosse hoje. Grande demais para o quarto, pequeno demais para o mundo. Mas quando não se cabe, não se cabe.
Afinal não são assim que as jornadas começam? Com a sensação de que algo não esta onde deveria.
domingo, 10 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Na minha boca o gosto do seu cigarro. Era esse o gosto que me lembraria quando pensasse em você. Deitou-se ao meu lado e me abraçou. Houve um lampejo de repudia, como dois polos eletricos de mesma potência. Fiz me aconchegar da melhor maneira que coube meu desconforto. Embora meu corpo envolto por você estivesse inerte, minha mente corria uma marratona de pensamentos. Coisas bestas, que um abraço traz à tona. Cativo em minha mente e refém das minhas perguntas. Ao fundo a batida de uma porta me trouxe a cena novamente, e me fez desejar que aquela batida fosse minha... indo embora.
Meu maior erro é enxergar beleza na tristeza. Além, claro, de achar que a percepção do mundo é única. Fico querendo que vejam em mim aquilo que admiro. Beirando a amargura para que me notem os tons de cinza.
A insistência de chegar ao limite me fez ir pra tão longe, que já nem sei mais quem eu sou.
Sem esses passos, porém, o que seria do meu cinza em mundo pintado de cores vivas?
Essa maldita necessidade de aceitação que me move, me muda e me faz ser diferente.
A insistência de chegar ao limite me fez ir pra tão longe, que já nem sei mais quem eu sou.
Sem esses passos, porém, o que seria do meu cinza em mundo pintado de cores vivas?
Essa maldita necessidade de aceitação que me move, me muda e me faz ser diferente.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Dos filmes que eu vi.
"- É inevitável.
- O que é inevitável ?
- Quando a gente cresce o coração morre.
- E quem liga ?
- Eu ligo"
"O coração morre uma morte lenta. Como folhas no outono. Uma de cada vez, até que um dia não resta nada."
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Jaded
Quando eu era pequeno, lá pelos meus 7 anos, me lembro que queria muito um patins. Era daqueles de couro preto, cardaço preto e 4 rodas. Eu ganhei um colorido, de plástico e ajustável. Levou alguns anos até eu ganhar o de couro. Mas quando ganhei, já não queria aquele. Queria o in line com presilhas pratas.
Quando eu era adolescente, lá pelos meus 13 anos, eu queria muito ir embora. Achava que se eu fosse pra outro país minha vida seria outra. Meus problemas sumiriam e seria mais feliz. E pensei assim até meus 20 e pouco anos. E depois de todo esse tempo pensando assim, estando prestes a ir pra fora, ficar é o que eu mais quero.
Fico pensando nessas coisas e não sei se sempre fui apressado demais ou se a vida acontece devagar demais.
Veja bem, eu não estou reclamando. Eu sempre tenho as coisas que quero, só que nos momentos errados.
Sentimentos, por exemplo. Depois de tanto tempo querendo sentir menos as coisas, não há nada mais que eu queria senão sentir algo. Qualquer coisa.
Quando eu era adolescente, lá pelos meus 13 anos, eu queria muito ir embora. Achava que se eu fosse pra outro país minha vida seria outra. Meus problemas sumiriam e seria mais feliz. E pensei assim até meus 20 e pouco anos. E depois de todo esse tempo pensando assim, estando prestes a ir pra fora, ficar é o que eu mais quero.
Fico pensando nessas coisas e não sei se sempre fui apressado demais ou se a vida acontece devagar demais.
Veja bem, eu não estou reclamando. Eu sempre tenho as coisas que quero, só que nos momentos errados.
Sentimentos, por exemplo. Depois de tanto tempo querendo sentir menos as coisas, não há nada mais que eu queria senão sentir algo. Qualquer coisa.
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